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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A eficiência da Gestão de TI

A complexidade das tecnologias da informação é diretamente proporcional à complexidade das organizações de TI.


Atualmente, administrar uma organização de TI exige a adoção de vários padrões (CobiT, ITIL, CMMI, PMBOK, etc.), confundindo alguns gestores entre as atividades meio e fim da organização. É obvio que TI está para atender aos requisitos de negócios das empresas, porém uma gestão pouco eficaz de seus recursos pode compromete toda a empresa. É praticamente impossível um CIO (Chief Information Officer) estar envolvido em cada etapa dos projetos e processos de TI, porém é essencial que tenha pleno domínio da organização. Para simplificar a gestão de TI os CIOs devem focar em quadro dimensões: Pessoas, Projetos, Processos e Métricas.

As tecnologias da informação se sofisticam para atender requisitos de integração de dados e processos e para garantir maior disponibilidade dos sistemas. As transações em tempo real entre fornecedores e clientes trazem uma nova realidade para as empresas. O uso da Internet como ferramenta de integração trouxe grandes vantagens para as empresas, porém o fator segurança ameaça a integridade das informações. A redução dos custos de comunicação com o uso da Internet é compensada com os pesados investimentos com ferramentas de segurança. Para que uma organização de TI consiga desenvolver e operar as novas tecnologias é necessário um batalhão de especialistas, um contínuo aperfeiçoamento da equipe e um controle absoluto dos processos e do budget. Uma gestão competente é importante para garantir que os investimentos atinjam o ROI prometido, a confiabilidade e disponibilidade das informações.

Para administrar essa complexidade multidisciplinar foram criados vários padrões de gestão de TI, desenvolvidos por organizações internacionais que fomentam a governança de TI. A partir do modelo de governança corporativa – COSO – desenvolveu-se um conjunto de padrões que ajudam as organizações de TI a desenhar modelos de gestão. Os principais modelos de gestão adotados por TI são: CobiT, ITIL, CMMI e o PMBOK para controle de projetos.

O CobiT (Control Objectives for Information and related Technology) inclui recursos tais como um sumário executivo, um framework, controle de objetivos, mapas de auditoria, um conjunto de ferramentas de implementação e um guia com técnicas de gerenciamento. As práticas de gestão do CobiT são recomendadas pelos peritos em gestão de TI que ajudam a otimizar os investimentos de TI e fornecem métricas para avaliação dos resultados. O CobiT independe das plataformas de TI adotadas nas empresas.

O ITIL (IT Infrastructure Library) é um dos modelos de gestão para serviços de TI mais adotados pelas organizações. O ITIL é um modelo não proprietário e público que define as melhores práticas para o gerenciamento dos serviços de TI. Cada módulo de gestão do ITIL define uma biblioteca de práticas para melhorar a eficiência de TI, reduzindo os riscos e aumentando a qualidade dos serviços e o gerenciamento de sua infraestrutura. O ITIL foi desenvolvido pela agência central de computação e telecomunicações do Reino Unido (CCTA) a partir do início dos anos 80.

O CMMI for software (Capability Maturity Model Integrated for software) é um processo desenvolvido pela SEI (Software Engineering Institute, Pittsburg, Estados Unidos) para ajudar as organizações de software a melhorar seus processos de desenvolvimento. O processo é dividido em cinco níveis sequenciais bem definidos: Inicial, Repetível, Definido, Gerenciável e Otimizado. Esses cinco níveis provêm uma escala crescente para mensurar a maturidade das organizações de software. Esses níveis ajudam as organizações a definir prioridades nos esforços de melhoria dos processos.

O PMI (Project Management Institute) é a uma organização sem fins lucrativos de profissionais da área de gerenciamento de projetos. O PMI visa promover e ampliar o conhecimento existente sobre gerenciamento de projetos assim como melhorar o desempenho dos profissionais e organizações da área. As definições e processos do PMI estão publicados no PMBOK (Guide to the Project Management Body of Knowledge). Esse manual define e descrevem as habilidades, as ferramentas e as técnicas para o gerenciamento de um projeto. O gerenciamento de projetos compreende cinco processos – Início, Planejamento, Execução, Controle e Fechamento, bem com nove áreas de conhecimento: Integração, escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicação, análise de risco e aquisição.

Esses padrões devem ser adotados pelas organizações de TI em maior ou menor escala, dependendo da complexidade do negócio. Quanto mais complexo o negócio mais formal devem ser a implementação dos processos e seu controle. Se analisarmos as técnicas e as práticas recomendadas por esses padrões chegaremos a conclusão que são óbvias para uma boa gestão de TI, entretanto se as ignorarmos colocaremos em risco a empresa.

A adoção de padrões requer um controle efetivo que avalie continuamente o desempenho das práticas e das pessoas, garantindo a eficiência da organização. Um método de acompanhamento das metas pré-definidas pela organização é o Balance Scorecard. Esse processo permite criar sinergia entre as pessoas, assegurar que a estratégia seja implementada e avaliar o desempenho da organização.

Sumarizando, para um CIO adotar uma gestão eficiente de TI ele terá que focar em quadro dimensões: Pessoas, Projetos, Processos e Métricas. Cada dimensão já possui um conjunto de práticas e técnicas para assegurar a eficiência da gestão. Basta aplicá-las!

Simples! Nem tanto. A dimensão mais importante no processo é a que envolve as pessoas. Nessa dimensão é onde as habilidades do CIO serão colocadas à prova. Aqui é onde se investe mais tempo, procurando alinhar cada membro da equipe aos objetivos da organização e no aperfeiçoamento das habilidades técnicas e de comportamento. Além, de administrar os conflitos internos.

fonte: http://goo.gl/H2aMg8

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Os 7 Passos da Gestão de Projetos



O enxugamento dos quadros de pessoal e o aumento da necessidade de especialização técnica têm levado muitas empresas a recrutar no mercado profissionais por período determinado apenas para a execução de projetos específicos. Neste contexto, entender o processo de gerenciamento de projeto tem se tornado vital para organizações a medida em que mais e mais novos negócios vão se revestindo da aura de projeto e passam a exigir um cabedal de técnicas gerenciais que nem sempre estão disponíveis nas empresas.
Um projeto é um empreendimento temporário, com data de início e fim, cujo objetivo é criar ou aperfeiçoar um produto ou serviço. Gerenciar um projeto é atuar de forma a atingir os objetivos propostos dentro de parâmetros de qualidade determinados, obedecendo a um planejamento prévio de prazos (cronograma) e custos (orçamento). Ou seja, dadas as metas e as restrições de recursos e tempo, cabe ao gerente de projetos garantir que ele atinja os objetivos propostos.
Muitas empresas estão adotando a estrutura de projetos no seu dia-a-dia. Desde a concepção de um novo software até a implantação dos procedimentos de atendimento a clientes, desde a construção de uma ponte até a revisão dos processos de venda com vistas a aumentar a taxa de fechamento de negócios, muitos empreendimentos no seio das organizações se enquadram na classe de projetos. Nos mais diversos setores, a abordagem de gerenciamento de projetos está ganhando terreno por permitir um melhor uso dos recursos para se atingir objetivos bem definidos pela organização. Sabendo da importância de se gerenciar bem um projeto, vamos ver os passos que nos levam a melhorar nossas habilidades de gerenciamento de projeto.
Tudo começa com a contratação de uma empresa para tocar o projeto ou a definição dos colaboradores internos que integrarão a equipe de projeto. Num dia determinado, inicia-se o projeto. Este momento deve ser formalizado com um documento que se chama de “termo de início do projeto”. Em projetos maiores, deve ser um documento assinado pelos patrocinadores e pelo gerente do projeto. Para projetos menores, pode ser um e-mail que o gerente envia aos patrocinadores, copiando os demais envolvidos, para notificar que naquele momento se inicia o projeto e todos estão envolvidos com a sua execução.
1. Escolha e adote uma metodologia
Uma metodologia é um processo a seguir que dá maior controle sobre os recursos que serão utilizados no projeto. Controlando melhor o processo a equipe será mais eficiente pois entregará o projeto com maior grau de acerto em termos de prazos e custos. O bom uso de uma metodologia é importante porque permite evitar práticas que levam ao insucesso e com isso reproduzir o sucesso.
A opção pela metodologia deve ser tomada a partir de alguns fatores: as exigências de cada mercado em que a empresa atua, a disponibilidade de mão-de-obra e a cultura organizacional necessária para adotá-la. Para exportar software, muitas empresas nacionais têm se alinhado com o padrão CMM para dar credibilidade a sua iniciativa em mercados dominados por indianos e chineses, que já possuem capacitação neste padrão. Em última instância, uma metodologia é um conjunto de regras de como conduzir um projeto com sucesso. Pode até não ter siglas bonitas, mas é importante que já tenha se mostrado eficiente dentro da sua empresa, de preferência em situação similar à que você está vivendo no seu projeto atual. Para quem gosta de siglas, há uma que está bem na moda: a UML (Unified Modeling Language) que, como já diz o nome, não é uma metodologia mas uma linguagem, uma forma de se documentar um projeto. Uma linguagem de modelagem é uma notação, em geral feita com símbolos gráficos, que se usa para traduzir processos abstratos. A empresa que criou a UML desenvolveu uma metodologia conhecida como RUP, “Rational Unified Process”.
2. Comunique-se: não é só o peixe que morre pela boca!
Quando falta comunicação, os boatos e outras formas de ruídos tomam seu lugar. Na falta de versão oficial, ficam circulando informações que podem minar a moral da equipe e levantar suspeitas sem fundamento. O gerente de projeto deve evitar esse tipo de prática, conhecida por "rádio peão", dando informações claras e confiáveis sobre o status do projeto. Certamente esta é uma área em que a diplomacia é essencial. Se há um problema, o gerente de projetos pode e deve não só falar sobre ele, mas também informar que está trabalhando na solução, e não apenas comunicar que o problema existe. Problemas sem uma perspectiva de solução são angustiantes e causam um desconforto na equipe que muitas vezes é desnecessário.
A criação de relatórios de progresso do projeto ajuda no processo de comunicação, sobretudo por que torna o processo impessoal e mais objetivo. Imagine o efeito de um e-mail onde se critica um membro da equipe pelo atraso do projeto. Imagine a mesma informação vinda de um relatório em que a data de término real de uma tarefa está em branco: objetivamente a situação é a mesma, o indivíduo não fez a sua parte, mas no caso do e-mail a pessoa envolvida pode se melindrar. No relatório, temos um dado objetivo, que salta aos olhos, mas que não gera ressentimentos.
3. Defina o escopo do projeto e detalhe as atividades
O “escopo do projeto” é o trabalho que deve ser realizado para se obter um produto ou serviço com determinadas características e recursos. Comece por definir o que deve ser feito e o que não deve. Esse processo nos permite entender os contornos do projeto e traçar uma linha divisória entre o que deve ser feito e o que não deve ser, pelo menos neste momento. Muitos novatos se perdem em discussões intermináveis sobre recursos do produto final que o tornariam “perfeito”. Sempre me lembro de um amigo muito experiente que, ante a minha ânsia em acertar todos os detalhes logo de cara, me dizia que “o ótimo é inimigo do bom”, ou seja: enquanto perseguimos o “ótimo” nos distanciamos de algo que está bem mais próximo, o “bom”, é que temos mais chance de conseguir atingir. Com o tempo achei uma forma elegante de contornar as exigências de projeto sem decepcionar os clientes: não é que não faremos o que está sendo pedido, mas devemos ver que este recurso cabe na versão 2, 3, etc... mas não cabe na versão 1, que é o que estamos tentando desenvolver neste momento ! Afaste o fantasma da perfeição.
Para você não se perder numa lista interminável de características da versão 1, uma boa ideia é pedir ao cliente que liste só que o que é “absolutamente essencial”. Claro que se você der a ele 30 minutos para responder, tudo será “absolutamente essencial”. Não adianta, temos de ser realistas, o tempo é curto é temos de escolher só o que realmente é importante. Se “escrever é cortar” como dizem os grandes escritores, a arte de se definir o escopo do projeto passa por saber o que abandonar e o que reter do universo de necessidades do cliente.
Bom, definido o escopo do projeto, podemos passar para a fase de detalhamento das tarefas. O objetivo é chegar ao WBS (Work Breakdown Structure), onde temos as “unidades de trabalho” com tempo medido em dias ou horas de trabalho. Como regra, uma atividade deve ocupar entre 4 e 80 horas, nem mais, nem menos. Em paralelo, deve ser elaborado um orçamento levando em conta quantas horas de cada profissional serão necessárias. Veja um modelo simples:

Para montar este modelo, você precisa saber o custo-hora de cada profissional e estimar o tempo que cada um gastará no projeto. Os profissionais podem estar envolvidos em outros projetos e quando o programador está cuidando de uma fase do projeto A, o gerente de projeto já pode estar planejando o projeto B, só voltando ao projeto A quando for para entregar ao cliente e obtiver a sua aprovação, sobre o que falaremos mais adiante.
Estas estimativas são mais precisas à medida que se avança no detalhamento do projeto. Para estimativas iniciais, admite-se uma variação de -25% a +75%. Na fase de planejamento, o orçamento deve ter uma variação de -10% a +25%. Lembre-se que nesta fase, o gerente de projeto já envolveu quem realizará a tarefa. Na estimativa final, a margem de erro é menor: de -5% a +10%. Aqui, o conhecimento do gerente de projeto de situações anteriores fará diferença. Eu, por exemplo, sei que quando lido com determinados clientes, haverá tanto “overhead” administrativo, como dezenas de reports para cima e para baixo antes que cada passo importante seja dado, que eu já estimo 50% a mais do tempo nas tarefas em que o cliente está diretamente envolvido. Vai da experiência do gerente, mas nessa hora, se a empresa tem um histórico de projetos semelhantes, vale a pena se basear neste background, mesmo que tenha sido com outras equipes e outros gerentes de projeto.
Um dos grandes segredos do gerenciamento de projetos é proteger o seu escopo. Projetos que ficam mudando o escopo durante sua execução têm sérias dificuldades em cumprir o cronograma e estouram o orçamento. O risco mais comum é o que se chama de “scope creep”, quando o escopo vai crescendo a medida que o cliente vai entendendo suas necessidades e reformulando seus objetivos. Há quem chame este problema de “Jacques”. Seria uma homenagem a um francês ilustre ? Não, trata-se apenas da forma como o cliente costuma abordar o assunto: “já que o sistema faz isso, ele pode então fazer aquilo. Agora eu quero aquilo também incorporado ao projeto.” O gerente do projeto deve ter calma e analisar com cuidado cada demanda: ao rejeitar um pedido, ele pode se indispor com o cliente, mas se aceitar ele pode estar dando um tiro no próprio pé, já que o prazo e orçamento não serão tão “elásticos” quanto as exigências. Devemos sempre contar com uma certa “margem de manobra”, mas nos tempos atuais, em que eficiência é a palavra que está na ordem do dia, não há muita “gordura para queimar” e os compromissos assumidos pelo gerente podem se transformar num sacrifício, muitas vezes desnecessário, para toda a equipe.
Em projetos de software, o “scope creep” é uma situação tão comum que não dá para começá-los sem tomar algumas precauções. O primeiro cuidado é negociar a forma de remuneração: fixa ou variável. Se for fixa, o risco das mudanças está toda com o gerente do projeto, se for variável, o cliente assume os custos extras. Mesmo neste caso, o gerente do projeto deve cuidar para que o cliente seja informado a priori dos novos custos. Por precaução, eu sempre redijo um adendo ao escopo colocando o que será feito, em quanto tempo e a que custo. Colho a assinatura do cliente e só depois autorizo a execução da tarefa. Gerentes financeiros não participam destas reuniões e podem alegar que não há previsão de recursos para os extras, então mantenha-os informados das novas condições para evitar dissabores na hora do recebimento.
O segundo cuidado é documentar meticulosamente o escopo do projeto. Este documento resume o que será feito, com que características e com que recursos. Ele é um “quase contrato”, mas não traz as cláusulas de rescisão e as penalidades. Neste momento, tudo está bem e todos concordam. Só que, na cabeça de cada um, há uma imagem diferente do que será o produto final. Á medida que este produto vai tomando forma e sendo entregue, o cliente vai vendo que o que ele imaginou “não é bem aquilo” e podem começar as decepções.
A satisfação do cliente depende em muito do que será dito e prometido no que se chama de “pré-venda”. É neste momento que o gerente de projetos deve entrar em cena para meticulosa, cuidadosa e disciplinadamente escrever tudo o que o sistema deve ter e fazer. Este processo é o “planejamento de escopo” e num software dele abrange das telas até os relatórios. Esta tarefa pode ser delegada para um analista, mas a responsabilidade não sai nunca das mãos do gerente. Eu costumo especificar toda a interface dos usuários com o sistema: telas e relatórios. Depois de “colocar tudo no papel”, o gerente deve obter do cliente um “de acordo”, de preferência assinado no final do documento em que todas as páginas serão rubricadas com um “visto” para que ele tome ciência do que será feito. Não há palavras para expressar a importância deste planejamento em que as expectativas serão levantadas e moldadas, de forma que, diante do produto final, o cliente não possa se dizer decepcionado.
O terceiro cuidado é definir prioridades. O gerente deve ter a sensibilidade para identificar quais são os requisitos obrigatórios e quais os desejáveis, marcando cada um segundo com a sua prioridade. Isso evita que alguém arbitre o que é importante no lugar do cliente. Há gerentes de projeto que vão mais longe e pedem ao cliente para definir o que ele considera “sucesso” do projeto. Por exemplo, num sistema em que havia desperdício de 30% da matéria-prima, foi considerado sucesso reduzir esta taxa para 15%. Mas este número ainda é alto, diria você. Sim, mas o cliente considerou que uma redução de 50% dos desperdícios já representaria benefícios suficientes que compensariam os investimentos no projeto. Além do mais, lembre-se de que: “o ótimo é inimigo do bom”. Em suma: definir o escopo, no fundo, é saber o que deve ser feito para atender a necessidade do cliente.
4. Conheça os envolvidos e monte seu time
Todos os envolvidos no projeto são os "stakeholders". Nesse grupo estão não apenas os membros da equipe, mas também os clientes e fornecedores envolvidos. Dentro da empresa do cliente, há uma pessoa que se destaca por ser a patrocinadora ("sponsor") do projeto. Ela é que cria as condições para a contratação do projeto, mesmo que não seja ela que vá usar o produto final.
É importante que o gerente do projeto conheça os interesses de todos os envolvidos. Imagine como é arriscado contar com um membro da equipe que não está disposto a colaborar. Ele pode ser um problema mais do que uma solução dentro do grupo: sabendo disso, melhor pensar em chamar outra pessoa. Eu passei por uma situação destas quando fui destacado para gerenciar um projeto onde havia um colaborador mais antigo e que entendia que ele é quem deveria estar gerenciando. Eu não percebi seu ressentimento a princípio e à medida que o projeto avançava esta pessoa se tornava um problema cada vez maior, na medida em que, não só ele não fazia a sua parte, como minava os demais membros da equipe contra minhas decisões. Um dia, eu o chamei e abri o jogo. Ele então me explicou o que estava sentindo e fizemos um acordo: ele se enquadraria para completar o projeto, que graças a ele já estava atrasado, e eu o apoiaria junto à direção para que recebesse seu próprio projeto para gerenciar. É claro que manter um “profissional” com este tipo de atitude não é bom negócio para a empresa no longo prazo, porque cedo ou tarde ele vai acabar atirando contra a própria equipe novamente, só para mostrar que as “coisas têm de ser feitas do jeito dele”.
No processo de definição do escopo, as habilidades necessárias vão ficando mais claras. Nesse momento, é importante formar uma equipe com competência diversificada e com experiência nas áreas de atuação do projeto. Em projetos em que há muito conhecimento técnico envolvido, surge a figura do "líder de projeto", um profissional com grande conhecimento técnico e com capacidade de liderança entre os técnicos. Em geral é um profissional sênior, com credibilidade junto aos demais técnicos e com muita bagagem. A experiência desse especialista pode economizar muito tempo e dinheiro no projeto. Dê-lhe voz ativa, cobre dele insights que você não tem e respeite a sua opinião. Só assim ele estará sempre do seu lado, mesmo quando você errar.
5. Desenvolva o cronograma junto com quem põe a mão na massa
Uma vez que temos as tarefas definidas a partir do escopo, temos de estimar a duração de cada uma. Procure fazer esta estimativa de tempo de execução com a ajuda de quem está escalado para executar o trabalho. Ao mesmo tempo em que essa pessoa é quem melhor sabe quanto tempo precisará, ela estará se comprometendo com um prazo para a sua execução. Por outro lado, quando se trabalha com consultores externos, o custo será função direta do tempo estimado para a execução do projeto. Ao fixar o cronograma, o profissional está dando por tabela um orçamento da sua parte.
Veja estas atividades que representam as linhas gerais de um projeto de sistema:

Note que além de saber o que deve ser feito, as tarefas têm três propriedades importantes: duração, interdependência e responsável. A duração é importante mas se as tarefas podem ser realizadas em paralelo, como é ilustrado neste caso onde há duas figuras: o analista e o programador, a duração total do projeto encurta. Dessa possibilidade de trade-off entre tempo e recursos alocados, alguns gerentes acreditam que se o projeto está atrasado, então “basta colocar mais gente” que o problema se resolve. Isso raramente ajuda uma vez que com mais gente, os problemas de comunicação aumentam e o projeto que já está atrasado atrasa mais ainda. Trazer mais gente pode ser útil quando se precisa de especialistas em temas que os membros não dominem. A rigor, se o planejamento foi bem-feito, já se sabe que esta mão-de-obra será recrutada em algum momento do projeto. A atitude de simplesmente aumentar a equipe para acelerar a produção é que está errada e deve ser combatida. Só que alguns gerentes de projeto medem seu poder pelo tamanho da equipe que gerenciam. Você pode imaginar como isso acaba: contratamos mais pessoas, eu fico mais “poderoso” e temos todas as explicações para os atrasos, afinal o projeto era mesmo “muito grande”.
O gerente de projetos deve trazer sua experiência para corrigir as expectativas muito otimistas de algum colaborador mais afoito. Sim, há quem estime 50 horas e depois, com a maior tranquilidade, cobre pelas 120 horas que foram necessárias para realizar a tarefa. Ele só errou em 140% ! Se o preço é fechado, o risco fica todo com o consultor, mas a sua boa-vontade e a qualidade do produto final podem sofrer em decorrência da pressa. Se a remuneração ficar vinculada ao tempo de prestação de serviço, o contratante precisa de um mecanismo de controle minimamente confiável. Eu não uso uma fórmula geral, prefiro trabalhar segundo as características do profissional mas de todos exijo um relatório de horas que contém o dia, data de hora e início, tempo de trabalho e a(s) tarefa(s) realizadas no dia.
Se no planejamento da semana há tarefas que não foram realizadas, na reunião de avaliação, eu pergunto por que a coisa não seguiu o ritmo programado e quanto isso impacta na data final de entrega. Procure estabelecer pontos de controle, "checkpoints", que são datas onde se medirá o andamento do projeto em face do cronograma que havia sido programado. Nestas datas, pode-se estar apenas executando-se uma verificação do progresso das atividades ("milestones") ou pode haver entrega de produtos ou subprodutos (“deliverables”) tais como desenhos, especificações, protótipos, modelos, etc...
Quem já reformou ou construiu uma casa sabe que esta tão trivial experiência de gerenciamento de projeto pode acabar mal. Quantas histórias existem de gente que foi pagando o pedreiro sem atrelar os pagamentos a entregas de tarefas determinadas. Nestas histórias tristes, o dinheiro acaba antes da obra, e o pedreiro some, deixando o cliente sem dinheiro e sem a sua casa. Tudo porque ele não cuidou de atrelar entregas de tarefas a pagamentos, não criou pontos de controle que lhe dariam visibilidade do atraso. Sabendo antes que a “vaca está indo para o brejo” o cliente pode optar por “apertar” o pedreiro ou suspender os trabalhos enquanto ainda tem dinheiro, que poderá ser usado para pagar uma equipe mais eficiente. É verdade que em projetos de TI nem sempre dá para “trocar o pedreiro” porque há muito conhecimento e estudo envolvidos. Mas por isso mesmo, temos de ser muito mais cuidadosos na monitoração para saber em que momento o projeto começa a atrasar e como fazer para recuperar o ritmo no futuro próximo.

6. Monitore os riscos e seja proativo
Agora que todos sabem o que devem fazer, é importante mitigar os riscos que podem impedir o bom desenvolvimento do projeto. Desenvolva uma lista de fatores de risco e um plano para lidar com eles. Mas lembre-se de que são duas coisas
A monitoração dos riscos envolve acompanhar o status de cada risco e as opções de ações definidas para enfrentá-los, caso eles venham a se tornar problemas reais. A monitoração também se preocupa em avaliar a probabilidade de ocorrência de um risco, qual o seu impacto no andamento do projeto e como contorná-lo. Por exemplo, numa determinada tarefa crítica a contratação de dois profissionais pode parecer um exagero mas o gerente do projeto sabe que se algo acontecer nesta área do projeto o impacto será grande no restante. Os profissionais passam a ser um backup do outro dentro da linha de que “quem tem um, não tem nenhum”. Voltando ao nosso projeto de exemplo, chamo a atenção para um recurso que o MS Project tem e que deve ser usado para se identificar riscos. Veja a tela do diagrama de Gantt que obtivemos a partir da lista de tarefas que elaboramos acima:

Note que há uma sequência de tarefas que quando alinhadas compõem o prazo de duração do projeto todo. Destaquei o início e o final só para que você perceba que se trata de uma série de processos que devem ser gerenciados mais de perto uma vez que o atraso em algum deles acarretará o atraso do projeto todo. Por isso é que se chama este de “caminho crítico”. Os riscos que estão embutidos nestas tarefas são os que se deve gerenciar mais de perto, de forma mais proativa.
O controle dos riscos é o processo de executar o plano de ações e divulgar seus relatórios de status. Inclui também possíveis mudanças no plano de riscos, e eventualmente até nos planos do projeto. Essas mudanças são referentes a recursos, funcionalidades ou cronograma.
7. Formalize o início e o encerramento do projeto
O início do projeto é um momento solene. O patrocinador deve formalizar a todos os envolvidos que
o projeto está iniciado e o cronômetro está correndo. Muita gente não gosta de se preocupar com isso, mas imagine que haja resistência de setores da empresa que se opõem ao projeto. Sem um documento que atesta que o projeto começou, o gerente pode não conseguir apoio algum. Além disso, este documento funciona como um “cumpra-se” de uma autoridade da empresa: não cabe discutir a ordem, o projeto começou e todos os “arrolados” devem participar.
Outro momento importante é o do encerramento do projeto. É preciso formalizar o final para que fique claro para todos os envolvidos, especialmente para o cliente, que o projeto está concluído e que novas necessidades serão atendidas em um novo projeto. Qualquer extensão ou alteração deverá ser orçada e todo o ciclo se inicia novamente. Com relação à manutenção do sistema entregue, não se pode considerá-lo um projeto na medida em que, a princípio, trata-se de um processo contínuo. O que pode ocorrer é definir-se projetos ao longo da vida útil do sistema com o objetivo de melhorá-lo. Por exemplo, a atualização dos equipamentos eletrônicos (“aviônicos”) de um avião para auxílio ao voo é um projeto que se distingue da sua manutenção rotineira. Ao final faz-se também uma reunião de avaliação dos erros e acertos da equipe.
Chamadas de reuniões "post-mortem", elas servem para se gerar uma lista de "melhores práticas" contribuindo para a formação de uma base de conhecimento que poderá ser muito útil em projetos futuros. Da minha experiência pessoal, posso dizer que tirei grandes lições quanto às "piores práticas", atitudes e decisões que se mostraram ruins e que devem ser evitadas em projetos futuros.
Conclusão
Acima de tudo, gerenciar projetos é planejar e acompanhar a execução com "um olho no peixe e outro gato". O gerente do projeto deve se manter alerta e flexível com os acontecimentos do dia-a-dia, mas deve estar sempre se reportando ao plano inicial para não perder o controle. A principal qualidade do gerente de projeto é saber se comunicar bem com todos. Ele é o ponto focal das informações, nele convergem as informações que ele depois deverá processar e divulgar para todo o restante da equipe.

O segredo é envolver a equipe, cliente e fornecedores de tal forma que todos se sintam diretamente responsáveis pelo sucesso do projeto. Como diz aquele velho ditado caipira, "quando todos empurram na mesma direção, ná há carroça que não saia do atoleiro". 


fonte: http://goo.gl/SNbsc

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Matriz RACI é a solução?

Descubra o que é MATRIZ RACI, como é fácil utilizá-la e porque ela pode ajudar a resolver problemas de comunicação!


Matriz de responsabilidades R.A.C.I - definição e como usar. 


RACI é uma ferramenta utilizada para atribuição de responsabilidades, dentro de um determinado processo, projeto, serviço ou mesmo no contexto de um departamento / função. É referenciada por diversas boas práticas de mercado, tais como ITIL e COBIT. 

A Sigla RACI significa:
  • R: Responsável por executar uma atividade (o executor);
  • A: Autoridade, quem deve responder pela atividade, o dono (apenas uma autoridade pode ser atribuída por atividade);
  • C: Consultado, quem deve ser consultado e participar da decisão ou atividade no momento que for executada;
  • I: Informado, quem deve receber a informação de que uma atividade foi executada.

Como usar a matriz de responsabilidades

Para atribuir as responsabilidades R, A, C e I em diversas tarefas de um processo, plano de projeto, serviço ou departamento, basta criar uma tabela, onde as linhas correspondem às atividades e colunas aos papéis envolvidos. 

Cada célula desta tabela deve ser preenchida com um ou mais letras (R, A, C e/ou I) associando a atividade ao papel. Veja um exemplo a seguir:

Matriz RACI de um processo qualquer.

Dono do processoAnalista 1TécnicoAnalista de Qualidade
Atividade 1
A/R
CIC
Atividade 2ARIC
Atividade 3ARII
Atividade 4ACIR
Atividade 5ARII

Lembre-se das regras básicas:
  • para toda atividade, deve existir pelo menos 01 um responsável em executá-la (R) e um dono (A);
  • não pode existir mais de uma autoridade para uma mesma atividade (A).

Os benefícios do uso da MATRIZ RACI

  • Contribui para a divisão clara as tarefas entre pessoas e equipes.

Quantas vezes você já passou por situações em que dois departamentos discutem para chegar à conclusão de quem deve executar determinada atividade? Quantas reuniões foram investidas para solucionar este "dilema"? 

E quanto às atividades executadas dentro de uma determinada equipe: já viveu situações em que 02 profissionais estão confusos sobre os limites de suas responsabilidades (ou seja, onde termina o papel de um e inicia o do outro) ? 

O risco de situações conflitantes como estas ocorrerem pode ser minimizado se as atividades e responsabilidades estiverem documentadas, baseadas no conceito da Matriz RACI. 

Cada responsabilidade deve ser documentada dentro de uma ou mais atividade(s), em determinado processo. O "R" da atividade irá formalizar quem deve executá-la.

  • Ajuda a rastrear uma informação com facilidade.

Com frequência, precisamos levantar informações sobre processos ou serviços de TI para tomada de decisões e/ou reporte. É o que acontece, por exemplo, quando um gestor deseja informações técnicas de um software para avaliar se será compatível com uma possível aquisição; ou coletar um relatório de tempo médio entre falhas para um determinado ERP interno; ou obter 04 indicadores de desempenho para 10 projetos concluídos há dois anos. 

Se você está fazendo seu dever de casa direitinho, e conta com documentações dos processos, serviços e um eficiente e eficaz sistema de gerenciamento de configuração, poderá obter todas estas informações - exemplificadas no parágrafo anterior - com facilidade. 

Digamos, entretanto, que você não tenha ainda este nível de organização no departamento de TI, baseado em processos com alto nível de maturidade. Neste caso, uma simples Matriz RACI por serviço e por processo irá ajudar acelerar o tempo necessário para obtê-las. 

Ora, se existe em algum lugar a formalização de quais são os donos dos serviços e dos processos, provavelmente essa ferramenta pode ser consultada para chegar mais rapidamente ao dono deste processo ou serviço, ajudando a chegar até a informação final. 

  • Evita que pessoas chave sejam ignoradas ou esquecidas. 

Um dos meus benefícios prediletos! 

Você já passou por uma ou mais situações a seguir?
  • service desk de TI recebe diversas ligações para ajudar a tratar dúvidas sobre um novo sistema qual não tinham conhecimento que havia acabado de ser implantado na organização e portanto, a equipe não faz ideia de como ajudar o usuário;
  • a equipe de manutenção de sistemas é avisada de última hora que um novo sistema foi adquirido e seu suporte será delegado para responsabilidade deste setor, embora ninguém esteja treinado na tecnologia da ferramenta;
  • uma parada no serviço ocorre devido a uma manutenção em equipamentos que foi programada sem que os profissionais e equipes sejam previamente sinalizadas;
  • durante o projeto de desenvolvimento de softwarea especificação dos requisitos sofre diversas modificações sem que os analistas desenvolvedores sejam consultados ou informados;
  • a equipe de infra estrutura é avisada na véspera da implantação do sistema sobre a necessidade de criação de um novo ambiente de produção. 
Situações como estas, na maioria das vezes, ocorrem por falta de definição formal de quem deve ser consultado para tomada de determinadas decisões ou execução de atividade. A matriz RACI, formalizada, pode ajudar a reduzir a incidência destes eventos. 

  • Melhor responsabilização das tarefas. 

Por último, a falta de formalização de responsabilidades provoca um cenário onde determinadas ações simplesmente não possuem um dono. Em outras palavras, ninguém assumirá a responsabilidade, já que formalmente todos são igualmente responsáveis / não responsáveis. 

É comum que, sobretudo, atividades proativas sofram por serem órfãs de responsáveis, tais como: realizar revisões, testar os dados de backup, verificar a se a solução foi bem aceita pelo usuário/cliente, monitorar tendências, colher informações da área de negócio sobre o direcionamento para o futuro, reportar status, documentar lições aprendidas, alimentar a base de erros conhecidos. Tudo isso terá maior chance de ser feito pelos membros das equipes quando formalmente definido e a matriz RACI é uma solução prática e rápida para contribuir com esta formalização. 

Conclusão


Se você deseja dar um primeiro passo na organização do departamento de TI, com pouco investimento de tempo e resultados rápidos, a matriz de responsabilidades é uma boa opção!




http://goo.gl/aw1ycl

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Falta de confiança em TI afeta 45% das empresas

43% das empresas já adotaram ‘mega tendências’, como cloud, big data, redes sociais ou mobilidade.



A falta de confiança na TI foi apontada pela pesquisa da EMC, conduzida pela Vanson Bourne, como um dos problemas que mais tem afetado a área de Tecnologia da Informação. De forma geral, 45% dos profissionais não confiam nas tecnologias de suas empresas e no Brasil esse índice sobe para 50%. Para eles, faltam capacidades adequadas de disponibilidade, segurança, backup e recuperação de dados, e entre os 55% que confiam, 81% são líderes. Na área de serviços financeiros, a falta de confiança afeta 41% dos executivos.

A entrevista contou com a participação de 3.2 mil líderes de TI e negócios ligados a finanças, marketing e operações, entre outras áreas, e companhia analisou a adoção e a confiabilidade  das empresas com as quatro principais tendências: cloud, big data, redes sociais e dispositivos móveis.

A boa notícia é que todos os executivos entrevistados já consideram esses assuntos como ‘mega tendências’ e 43% das empresas já adotaram ao menos uma dessas tecnologias. Desse total, os assuntos estão ‘maduros’ para 8% dos gestores, que pensam na implementação, e entre os consumidores a proporção cresce para 35%; enquanto 40% estão avaliando a adoção das tendências e 17% ainda não iniciaram nenhum tipo de projeto. Entre as empresas que têm aceitado essas tecnologias destacam-se as de serviços financeiros (54,1%), Ciências Humanas (53,9%), tecnologia (53,8%), saúde (51,6%) e setor público (51,1%).

Entre os países, a China se mostrou o mais maduro com 65,2% de aceitação, depois os EUA (61,8%), África do Sul (60,9%) e Brasil (53,8%), mas em último lugar apareceu o Japão, com 38,8%. “A maturidade da TI depende totalmente de orçamento, regulamentação e da economia. A China tem conseguido maturidade pelo fato de não ter um grande legado, e por outro lado, o Japão tem reduzido o orçamento, por conta dos desastres”, informou Carlos Cunha, presidente da EMC do Brasil.

Segundo a pesquisa, o orçamento limitado afeta 53% das empresas, depois a restrição de recursos ou carga de trabalho (35%). Segundo a companhia, a China foi o país que mais investiu em tecnologia, e como mostra o resultado, o país não ficou limitado a conter gastos.

Falhas

As falhas e indisponibilidade de sistemas têm afetado muitas empresas e levado a perdas, inclusive financeiras. Em media, 61% dos entrevistados tiveram problemas relacionados a segurança, como paradas não planejadas (37%), falhas (23%) ou perda de dados (29%) nos últimos 12 meses, e por isso, quase metade (45%) disseram não confiar na TI.

Em números, as empresas perderam cerca de US$ 860.273 com falhas, US$ 585.892 com perda de dados e US$ 494.037 com inatividade. No Brasil, as falhas de segurança geraram um prejuízo de US$ 421.543, as perdas de dados, de US$ 298.424, e a inatividade, US$ 594.000.

Segundo os entrevistados, a principal consequência dos incidentes foi a perda de produtividade dos funcionários. No Brasil, esse tipo de problema afetou 46% das empresas, e empresas da China, Rússia, Espanha, Itália, Alemanha e Benelux disseram ter perdido parte da receita. No Japão, 38% perderam uma boa oportunidade de negócio e na Índia, 47% perderam seus clientes para um concorrente.

Segundo o estudo, quanto mais madura é a empresa menor é o impacto em relação a falhas de segurança, perda de dados e tempo de inatividade. “Em cada empresa há pelo menos um executivo preparado para desastres”, ressaltou presidente da companhia, e destacou que 53% das empresas mais maduras podem recuperar em minutos ou segundos suas aplicações mais críticas; 76% podem recuperar 100% desses dados; e 65% dessas empresas afirmaram terem perdido menos receita no último ano. Ao analisar todas companhias, o índice de recuperação de dados por minutos cai para 27%; 66% levam horas; 3% um dia; e 4% não sabem em quanto tempo recuperam.




Fonte: IPNews

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Grandes Empreendedores e suas Frases



O que é um empreendedor? 
Esta é uma denominação empregada para identificar um indivíduo que desenvolve e cria uma organização. Muitos empreendedores ficaram famosos no mundo todo, pelo fato de suas organizações fazerem muito sucesso. Bill Gates criador da Microsoft, maior empresa de tecnologia e informática do mundo, é um exemplo de um dos vários empreendedores de sucesso.

Confira abaixo, frases de grandes empreendedores que serviram de inspiração para muitos outros devido ao seu sucesso, sendo referência para muitos indivíduos que desejam alcançar grandes objetivos na área de empreendedorismo:

“O segredo do empreendedorismo é ter 100% de convicção com apenas 80% da resposta”.
Aaron Levie – Criador do primeiro serviço de armazenamento na Internet, e dono de uma fortuna de mais de cem milhões de dólares e dono do maior serviço de empresas de utilização dos Estados Unidos.

“O mundo é redondo, portanto não tem canto para ninguém ficar encostado.”
Cezar Tonheiro – empreendedor de grande sucesso.

“Ousadia é uma das qualidades do empreendedor! O mundo pertence aos ousados”.
Eike Batista – empresário brasileiro atua em diversos setores tais como logística, energia, mineração, indústria naval, petróleo entre outros. 

“Quando um líder, empreendedor, entra nesta frequência, ele não se esforça para convencer as pessoas para estarem ao seu lado. Ele tem o trabalho de selecionar quem serão aqueles que vão fazer história e mudar o mundo ao seu redor!”.
Flavio Augusto – Criador da empresa WiseUps e de outras empresas interligadas que foram vendidas por R$877 milhões para a empresa Abril Educação. O mercado de ações desta empresa possui o valor de mais de R$4 bilhões, tendo Flávio como o seu terceiro maior acionista.

"As únicas grandes companhias que conseguirão ter êxito são aquelas que considerarem os seus produtos obsoletos antes que os outros o façam."
“Seus clientes menos satisfeitos são sua maior fonte de aprendizado.” 
Bill Gates – Criador e dono da empresa mais popular de softwares do mundo em termos de valor de mercado.

"Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário."
Steve Jobs – Inventor e empresário americano na área da informática. Precisdente e diretor executivo da Apple Inc.

“Não faz sentido olhar para trás e pensar: devia ter feito isso ou aquilo, devia ter estado lá. Isso não importa. Vamos inventar o amanhã, e parar de nos preocupar com o passado.”
Steve Jobs
“As pessoas podem ser realmente muito inteligentes e ter habilidades incríveis, mas se elas não acreditarem nisso, então elas não iram trabalhar duro o suficiente para se aprimorar.” 
Mark Zuckerberg – empresário e programador, ficou mundialmente conhecido por ser um dos fundadores da maior rede social do mundo, o Facebook.

“Ao dar às pessoas o poder de partilhar, estamos tornando o mundo mais transparente.” 
Mark Zuckerberg




Fonte: http://goo.gl/04oTTO

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Empreendedor Moderno


A maioria das pessoas entende por empreendedorismo o fato de abrir uma empresa e ganhar muito dinheiro, esse é o “conceito” mais comum, mas empreender não consiste somente nisso. Segundo Dornelas (2005), “Empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam a uma transformação de ideias em oportunidades, e a perfeita implementação destas oportunidades leva à criação de negócios de sucesso”. Esse conceito de Dornelas nos faz entender que empreender é mais que abrir uma empresa.

Hoje contamos com um conceito novo de empreendedorismo, o empreendedorismo moderno. O empreendedor moderno não é aquele que simplesmente abre uma empresa, pelo contrário, ele tem uma visão diferente de um simples empresário, ele é solucionador de problemas e percebe deficiências do mercado e as usa como um trampolim de oportunidades de negócio.

No empreendedorismo moderno, o dinheiro não é uma prioridade absoluta, mas uma consequência de um trabalho criativo e diferente do convencional. Aliás, fugir da convencionalidade é uma característica tanto do empreendedorismo comum, quanto do empreendedorismo moderno. 

Todo mundo quer ganhar dinheiro, por isso existem milhares de empresas espalhadas pelo mundo todo, por isso é necessário ser diferente do convencional e é essa a ideia do empreendedorismo moderno.

O empreendedor moderno se preocupa com coisas que vão além do dinheiro, se preocupa com o futuro, por isso as questões sociais e ambientais são de interesse desse profissional. A geração de empregos é uma preocupação de qualquer empreendedor e as questões ambientais são assuntos que jamais devem sair da pauta de um empreendedor moderno.

O empreendedorismo moderno é um assunto que está sendo passado a jovens que têm recebido e acreditado que esse conceito é a solução para um mercado que tende a modificar-se cada vez mais. Nesse mercado moderno só serão “aceitos” quem estiver disposto a ser diferente dos demais.

Referência: DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: Transformando idéias em negócios. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.




Fonte: 
http://goo.gl/YLzkfA